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Matéria publicada na Veja
Edição n° 1680

Entrevista - Sig Bergamin

Veja — Qual foi seu projeto mais caro?
Sig — Quando trabalho em residências monumentais, com mais de 1.000 metros quadrados de área construída, o projeto pode custar 80.000 reais. Tenho feito vários, mas prefiro preservar o nome desses clientes. Em geral, porém, os trabalhos mais caros são os de hotéis.

Veja — O senhor já decorou vários restaurantes. Muitos deles não estão investindo mais na ambientação do que na cozinha?
Sig — Sim, e é um erro. O que tem de prevalecer é a comida, não o cenário. A decoração deveria ser imperceptível, privilegiando a comodidade e a iluminação correta. No lugar de ambiente suntuoso e de garçons fantasiados, os restaurantes têm de se preocupar com a cozinha e com dois cuidados básicos nas mesas: toalhas brancas e flores frescas. Toalhas coloridas escondem a sujeira e flores artificiais, além de horríveis, acumulam poeira. São intoleráveis.

Veja — Quais as casas mais bonitas do Brasil?
Sig — Conheço várias residências que impressionam pelo bom gosto e pela qualidade da decoração, como a das senhoras Evinha Monteiro de Carvalho, toda em art déco, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e Alícia Scarpa, no Jardim Europa, em São Paulo, com seu estilo francês despojado e elegante. Mas as casas mais bonitas, para mim, são as históricas fazendas de café no Vale do Paraíba e na região de Campinas. Elas têm a essência do bom gosto: a autenticidade.

 

 

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